Ilha do Maio vai beneficiar de novas linhas de produção e distribuição de luz

Maio, Santo Antão, São Vicente, Sal, Santiago e Fogo são as ilhas a ser beneficiadas com o projecto “Reforço da capacidade de produção, transporte e distribuição de energia”, financiado pelo Japão em cerca de seis bilhões de escudos.


No acto de assinatura do acordo do empréstimo, que aconteceu hoje na Cidade da Praia, Cabo Verde esteve representado pelos ministros das Relações Exteriores, Jorge Borges, e das Finanças e do Planeamento, Cristina Duarte, e o Japão pelo embaixador em Cabo Verde, Hiroshi Fakuda, e pelo representante residente da Agência Internacional de Cooperação Japonesa (JICA), Hisatoshi Okubo.

Para o ministro das Relações Exteriores, o projecto irá contribuir para aumentar a taxa de acesso à electricidade nessas seis ilhas, para além de modernizar as redes eléctricas.

“Este projecto vem sustentar a aposta do Governo de Cabo Verde em garantir maior flexibilidade no sistema de distribuição de electricidade nessas seis ilhas e prosseguir com a electrificação rural, aumentando desta forma o acesso a fontes modernas de energia para os cabo-verdianos e o investimento de actividades geradores de rendimento”, afirmou.

Segundo Jorge Borges, o acordo ora assinado enquadra-se no “esforço” do Japão em contribuir para imprimir um ritmo “mais consistente” ao crescimento económico de Cabo Verde.

“Esse é um contributo inestimável para a nossa agenda de transformação, por isso acredito que estamos a colocar mais um marco importante na história das relações entre os dois países”, disse.

Na óptica da ministra das Finanças e do Planeamento, este acordo representa “mais um passo” para o aprofundamento das relações bilaterais, sendo o Japão hoje “um parceiro estratégico para o desenvolvimento da agenda de transformação de Cabo Verde”, frisou.

Para o representante residente da JICA, Hisatoshi Okubo, o projecto vai estabilizar a oferta de energia através da construção e reabilitação de novas linhas de electricidade.

Na opinião do embaixador de Japão, Hiroshi Fakuda, o desenvolvimento de infra-estrutura energética é uma “prioridade”. “Cortes de energia são também um obstáculo ao desenvolvimento, razão porque o Japão decidiu apoiar o sector energético por meio deste projecto porque o desenvolvimento da infra-estrutura energética é uma prioridade”, disse o diplomata.

Para além do financiamento japonês, outorgado pela JICA, o projecto tem o co-financiamento do Banco Africano para o Desenvolvimento e do Governo de Cabo Verde.

Este projecto constitui o segundo acordo entre Japão e Cabo Verde, sendo que o primeiro foi assinado em 2008 com o objectivo de reforçar a capacidade da central térmica do Palmarejo e a construção da linha para o Tarrafal, interior de Santiago.

O governo nipónico tem concedido ajuda pública ao desenvolvimento desde os primórdios da independência de Cabo Verde, que tem sido canalizada especialmente para os domínios da agricultura, pescas, telecomunicações, desporto, exploração e abastecimento de água às populações, saúde, formação de quadros, transportes e infra-estruturas com vista ao combate à exclusão social e redução da pobreza.

O Japão atribui anualmente ajuda alimentar a Cabo Verde, cujos fundos de contrapartida são utilizados para a implementação de projectos no sector agrícola.

Fonte: Inforpress
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