Cabo-verdiana ficou sem sete filhos por recusar laqueação de trompas


Liliana Melo, 34 anos, ficou sem sete dos seus dez filhos há sete meses. Por ordem do Tribunal de Sintra, as crianças, com idades entre os seis meses e os sete anos, foram sujeitas à medida de protecção de menores mais extrema, isto é, foram dadas à confiança para adopção, perdendo todos os vínculos parentais para sempre.
A sentença determinou que as filhas mais velhas, com 16 e 11 anos, ficassem com os pais. Mas o tribunal entendeu que a menor de seis meses, os gémeos de dois anos e os irmãos de três, cinco, seis e sete anos estavam em risco, e resolveu retirá-los de casa.
No processo, não há referência a maus-tratos físicos ou psicológicos ou a outro tipo de abusos. Considera-se que há laços de afectividade fortes na família e refere-se que as filhas mais velhas têm sucesso escolar e estão bem integradas no seu ambiente social. O Tribunal sustenta a sua decisão nas dificuldades económicas da família e no facto de a mãe desrespeitar o acordo de protecção de menores ao recusar-se a laquear as trompas.
O acordo – proposto pelas técnicas da Segurança Social e homologado pelo juiz de Sintra – obrigava os pais a tomar uma série de medidas, entre as quais realizar uma operação para não poderem ter mais filhos.
"Tinha de arranjar emprego, zelar pela higiene e vestuário das crianças, assegurar a pontualidade e a assiduidade deles na escola, ter em dia os planos de vacinação e fazer uma laqueação das trompas", conta a mãe, lembrando que deixou claro ao juiz que, por ser muçulmana, não se poderia submeter a essa operação.
"O que o juiz me disse foi que tínhamos de deixar em África os nossos hábitos e tradições e que aqui tínhamos de nos adaptar", finaliza.
C/Sol.sapo.pt

 

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3 comentários:

  1. «A gente se adaptou ao mundo feroz
    Agora é hora de fazer com que o mundo se adapte a nós!»

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  2. :o
    nha djent tud kela
    td bem q dona sta respeita relegiao e ka fz intervençao ma poxa tem otos metodos caramba 10 fidje? na mund d hj?
    ma justiça tb si minis ka sta maltratad rinca minin d si mae pa nunca mas inda mas kel bby d 6meses... quenha e mi -_-

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  3. Duarte Oliveira Joaquim16 de fevereiro de 2013 às 00:15

    epá na minha opiniao como eu ja referi anteriormente, ninugem deve ser impedido nem obrigado a ter filhos, por isso axo ke a laqueaçao ordenada pelo tribunal à mae é ilegal e té mesmo inconstitucional, porque viola os direitos reprodutivos, contudo toda a gente tem direito a ter os filhos ke kise, só ke também têm ke ser responsaveis pelos mesmos, nao podem tar à espera ke seja o estado e os contribuintes a suportarem isso, kem kiser ajudar tudo bem ajude, tá no seu direito, eu proprio às vezex também ajudo, mas como contribuintes nao devemos ser obrigados a contribuir pra kem ker ter filhos, sobretudo kuando se trata de familias numerosas.. em relaçao ao abono de familia axo ke é uma hipocrisia, porque pagam uma bagatela pras pessoas terem mais filhos, pra mais tarde virem a ter mais mao-de-obra barata, ou seja, fazem negocios da china.. por mim acaba-se com os abonos de familia e em troka aumentava-se o ordenado minimo, tal como se acabava com o aborto pago pelo estado e pelos contribuintes, porque como contribuintes axo ke nao deviamos ter de contribuir pra kem ker ter filhos ou nao, axo ke as pessoas, sobretudo os casais, devem ser responsaveis pelos proprios actos.. agora ninguem tem o direito de tirar os filhos a ninguem sobretudo kuando os mesmos nao vivem mal e isto nao é ser anti-muçulmano, os muçulmanos têm o direito de ter a kuantidade de filhos ke kiserem tal como kalker outro tipo de pessoas, desde ke sejam responsaveis pelos mesmos e nao sejam os contribuintes e o estado a suportar isso

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