O Maiense Alison Brito trocou os dragões de Macau pelo tri-campeão Ka I


 UM DOS MELHORES MARCADORES DA LIGA DE ELITE DE 2012 ASSINA PELO CAMPEÃO

Começou a jogar aos 23 anos porque a prioridade sempre foram os estudos. Terminado o mestrado em Gestão e Marketing, Alison Brito, também mudou de clube. Trocou os dragões de Macau pelo tri-campeão Ka I. Em entrevista exclusiva ao Hoje Macau, o melhor marcador da Liga de Elite do ano passado – a par com Gustavo do Ka I -, admite não ter muitos sonhos no futebol mas quer ser campeão de Macau. Uma palavra de apreço à Selecção de Cabo Verde, país de nascimento de Alison, que atinge, pela primeira vez, a fase final do CAN. “Que pelo menos cheguem aos quartos-de-final”, pede o novo reforço do Ka I.

O que falhou para não continuar a representar o FC Porto?
O Porto está com muitas dificuldades em conseguir patrocínio, portanto não tem sido fácil atrair jogadores para o plantel. Além do mais, a saída do Dani pesou um pouco na minha decisão de procurar outro desafio.

Ainda chegou a treinar no Lam Pak este defeso. Ter sido um dos melhores marcadores do ano passado abriu portas. Porquê a escolha final recair no Ka I?
O Ka I foi vencedor dos três últimos campeonato de Macau e acho que tem grandes possibilidades de vir a revalidar o título de campeão este ano. Sendo assim, e estando numa equipa como a do Ka I, tenho mais possibilidades de atingir os dos meus objectivos que é vir ser campeão outra vez e conseguir outros títulos como ganhar a Taça de Macau. O Ka I tem um base sólida de jogadores que ajudam a aperfeiçoar a nível individual e colectivo.

Mas o Alison recebeu mais convites? Algum de fora?
Estive em negociações com o Lam Pak mas não conseguimos chegar a um acordo.
De fora não recebi qualquer convite e o Ka I sempre mostrou interesse em que eu jogasse este ano por eles. Depois disso, não foi muito difícil chegar a um acordo com eles.

Foi, juntamente com o Gustavo, o melhor marcador da Liga de Elite de 2012. As responsabilidades subiram. Que pretende fazer este ano?
Sim, com certeza que subiram. Pretendo dar o meu melhor e estar sempre disponível para ajudar o grupo a atingir os objectivos traçados para esta época. Mas não prometo nada. Vou simplesmente trabalhar no duro para estar bem e ajudar o Ka I ao máximo.

Contudo a luta por um lugar de avançado no onze principal vai ser mais difícil que no FC Porto. O Ka I tem Niki, William, Mayckol, Toledo, entre outros…
Pois é, agora há mais concorrência para o lugar de avançado no onze inicial. No entanto, vou continuar a trabalhar para poder ter confiança do mister e corresponder dentro do campo.

Concretamente o que é o Josecler lhe pediu?
O mister fala para o grupo no seu todo. Precisamos de estar sempre concentrados e de não perder a bola com muita facilidade. É preciso ter atenção nas marcações. Especificamente, ele não me pediu nada em concreto. Porém ele sempre realça que nós todos temos de estar preparados para tudo. Como ainda estamos na pré-época, ainda não houve pedidos individuais em concreto mas tenho a certeza que quando o campeonato começar ele irá pedir.

O Alison está com 28 anos. Já não é uma idade nova para um jogador de futebol. Ainda tem sonhos?
Não tenho muitos sonhos porque sei, precisamente, que já não sou muito novo para ter esses sonhos no futebol. Continuar a jogar cá em Macau e voltar a ser campeão é o que desejo para a minha carreira futebolística.

Fecha a porta a uma aventura fora de Macau?
Agora não é um momento ideal para aventuras fora de Macau.

O Hoje Macau sabe que, há uns meses atrás, o seu nome, juntamente com o de Filipe Duarte (do Benfica), Joãozinho (ex-Monte Carlo) e Cesinha (ex-Ka I) foram falados nos bastidores do futebol português como possíveis reforços. Chegou a receber algum contacto? Isso deixa-o contente?
Fico feliz por ouvir isso. Foi a primeira vez que o ouvi, confesso. Bom, isso quer dizer que o nosso trabalho é valorizado por pessoas que estão cá e fora.

O Alison marcou 16 golos durante a Liga de Elite do ano passado. Será fácil repetir a façanha?
Não sei, mas gostava de contribuir com golos. Vou tentar, mas o mais importante é entrar em campo com o pensamento na vitória e sair com os três pontos no final de cada jogo.

Jogava quase de olhos fechados com o Rodilson. vai sentir a sua falta?
O Rodilson é um excelente jogador. Foi meu parceiro no ataque do Porto na época passada e nós estávamos bem entrosados um com o outro. É um jovem com muito potencial. Se Deus quiser no Ka I, se for aposta do mister, terei bons parceiros no ataque como por exemplo o Niki, o Carlos, o Mayckol, o Toledo, etc.

Sai com pena do FC Porto?
Passei lá muitos anos. Tenho grande estima e amizade por dois responsáveis do Porto Macau que são o Adelino e o Dani. Mas o futebol é mesmo assim, tem desta coisas, tudo tem um ciclo. E o ciclo FC Porto chegou ao fim.
Quem vai ser o grande rival do Ka I na luta pelo título?
Assim de caras será o Benfica. Mas penso que o Monte Carlo e o Lam Pak também poderão ter uma palavra a dizer.

Mudando de assunto. Cabo Verde, o seu país de origem, vai estar pela primeira vez no CAN. O que sente por isso?
Um grande orgulho de ver o meu país pela primeira vez no CAN.

Nota-se que o futebol de Cabo Verde tem subido de qualidade nos últimos anos. A que se deve isso?
Acho que se deve a uma aposta contínua que tem vindo a ser feita pelos clubes nacionais e internacionais, nomeadamente pelos clubes portugueses, nos jovens com muito potencial. Para além disso, deve-se a uma aposta que o nosso Governo tem vindo a fazer nos últimos anos para desenvolver o desporto nacional, e em concreto o futebol.

Contudo, no CAN, o “Tubarão Azul” não terá tarefa fácil pois o seu grupo tem grandes Selecções como a África do Sul, Marrocos e Angola. Até onde pode ir Cabo Verde?
Pois, estamos num grupo muito difícil, espero que sejamos a surpresa da prova. Gostava muito que Cabo Verde passasse a fase de grupos.

Concorda com a lista dos 23 convocados de Lúcio Antunes?
As escolhas do seleccionador são sempre subjectivas. Ele achou estes 23 convocados lhe dão mais garantias. As escolhas nunca agradam a todos, mas o que interessa é que todos os cabo-verdianos estejam com a Selecção.

Conhece alguns dos jogadores escolhidos?
Só conheço o Babanco e o Heldon. O Babanco conheci em Cabo Verde e Heldon esteve cá em Macau nos Jogos da Lusofonia.

Como vai fazer em Macau para torcer por Cabo Verde? É possível ver os jogos aqui?
Talvez o canal francês TV5 transmita os jogos. Se não for possível ver na televisão, vou ouvir relato na rádio através da Internet. Espero, sinceramente, que Selecção de Cabo Verde faça uma bom exibição na CAN e que, pelos menos, cheguem aos quartos-de-final.

Um desejo para este ano que agora começa?
Conseguir um bom emprego, já que terminei o meu mestrado em Gestão e Marketing.


fonte: Hoje Macau
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