Financiamento de barragens e diques tremido, BPI não aceita adendas aos projectos dos 19 diques na ilha do Maio


O Banco Português de Investimentos (BPI) está com alguma “renitência” em imputar, de forma definitiva, alguns projectos/contratos enquadrados na linha de crédito do Governo português para a construção das barragens de Salineiro (Em Ribeira Grande de Santiago), Saquinho (Santa Catarina) e Faveta (Picos), assim como os 19 diques na ilha do Maio. Tal situação vem criando constrangimentos às empresas construtoras, que já se queixam de problemas de tesouraria.

Sabe-se que durante a implementação dos projectos houve a necessidade de redimensioná-los, respeitando aspectos técnicos considerados “indispensáveis” para a implementação e conclusão das obras. Disso resultou na necessidade de estabelecimento de adendas, que, no caso dos diques, ultrapassam os quatro milhões de euros, adendas essas que o BPI não aceita a sua imputação.

De acordo com uma fonte, o BPI aceitou apenas a imputação definitiva do contrato de empreitada, negando, no entanto, a imputação definitiva do contrato de fiscalização.

Entretanto, uma outra fonte próxima do Ministério das Finanças garantiu a este Jornal que não há qualquer risco na execução dos projectos. “Isto porque os projectos têm respeitado na íntegra os parâmetros acordados no quadro da linha de crédito”, salienta.

Em relação às barragens, há também dificuldades na inclusão de três adendas na linha de crédito financiadas a 90 por cento (%) pelo Governo português através do BPI. O valor da adjudicação das obras ascende os 12 milhões de euros, mas, tendo em conta a necessidade de se introduzir alterações técnicas estruturais no projecto, foram elaboradas três adendas que rondam os dois milhões de euros.
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