Assembleia Municipal aprova plano de actividades e orçamento para 2013 com abstenção do PAICV


Assembleia Municipal aprova plano de actividades e orçamento para 2013 com abstenção do PAICV (actualizada)

Cidade do Porto Inglês, 19 Dezembro de 2012 (Ponta Kurral ) - O plano de actividades e o orçamento da Câmara do Maio para 2013 no valor de 267.877.311 escudos foram aprovados esta terça-feira pela Assembleia Municipal com os votos contra do PAICV, alegando que não trazem vantagens para os maienses.
Segundo Amiltom Fernandes, porta-voz da bancada do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV - oposição) na Assembleia, a bancada votou contra porque tanto o plano de actividades como o orçamento não espelham o que os maienses estavam à espera, não trazendo nenhuma novidade em relação ao ano anterior.
Por exemplo, a nível social, não se sabe quantas casas vão ser reabilitadas, nem tão pouco não foi definido um plano para o turismo, um dos eixos importantes para o desenvolvimento da ilha, explicou o eleito.
No seu entender, o PAICV não podia votar de outro modo, porque é um plano de actividades sem metas e objectivos, não tem suficiente sensibilidade”.
“Estávamos dispostos a votar a favor todos os documentos, mas o plano de actividades e o orçamento não trazem justificativa e não nos convenceram porque estribam-se na crise. Contudo, neste momento, devíamos ser mais criativos no que tange à criação de empregos, permitindo aos maienses uma fonte rendimento”, alegou.
A bancada do PAICV votou ainda contra a proposta apresentada pela Câmara que autorizava o município a contrair uma dívida de quatro mil contos junto da banca para mobilar os Paços do Concelho em construção e cuja inauguração está prevista para o primeiro trimestre de 2013.
Para Amílcar Andrade, líder da bancada do Movimento para a Democracia (MpD), que suporta a Câmara, os votou a favor se justificaram porque se trata de dois instrumentos essenciais para que a autarquia possa trabalhar e o orçamento vai ao encontro das expectativas dos maienses.
“Agora apelamos à Câmara que trabalhe em parceria com o Governo, bem como a Presidência da República de modo a que os problemas dos maienses estejam em primeiro lugar, nomeadamente a construção do novo porto, bem como de outras infra-estruturas que se mostrarem importante para a ilha”, realçou.
De acordo com o edil maiense, Manuel Ribeiro, o orçamento, que após uma correcção sofreu um decréscimo de 24 por cento, é um orçamento justo, tendo em conta que houve diminuição de investimento externo, bem como de financiamento de projectos por parte dos parceiros externos com os quais a autarquia mantém relações institucionais de cooperação.
”Se levarmos em conta que uma grande parte das receitas do município depende da receita do sector privado e, nos últimos tempos, tem havido um decréscimo significativo destes operadores devido à crise, temos que acautelar o nosso orçamento para 2013 no que consideramos ser mais importante para a ilha no próximo ano”, destacou.
O orçamento prevê um montante de 144.671.494 escudos para investimentos e 92.1000.000 escudos para financiamento, o que, na opinião de Manuel Ribeiro, são montantes significativos para um momento de muita crise e destinam-se à requalificação da avenida Amílcar Cabral e da praça central e construção da rede de esgotos na localidade de Calheta.
Fonte: Inforpress/ExpressodasIlhas
Cortesia: Carlos Fernandes
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