''Maio enquadrado no novo paradigma energético''



Numa altura onde Cabo Verde tem registado um grande défice energético, fruto de uma elevada taxa de roubo (~26%) e do desconhecimento da real procura energética do país, para resolução deste problema o governo tem traçado metas para alcançar 100% de penetração de energias renováveis, sendo que esta passou de 50% para 100%. Este plano é muito ambicioso e deve incluir todas as ilhas cabo-verdianas. Deve incentivar estudos de forma a enquadrar-se melhor no contexto económico e social do país.

Uma vez que a ilha do Maio (Djarmai) é uma ilha relativamente pequena e com consumo energéticos baixos comparativamente com as outras ilhas do país, podemos ser uma referência nacional no que concerne a produção de energia verde. Estas medidas devem começar nas comunidades mais isoladas como Santo António, Praia Gonçalo, Ribeira Dom João,. Estas comunidades poderão enquadrar-se num plano de criação de centrais de produção fotovoltaico/ eólica evitando assim custos com combustíveis fósseis, criação de micro-centrais a diesel ou mesmo extensão na rede de energia que, muitas vezes exigem custos altíssimos. Só pelo facto de evitar custo com combustíveis fósseis tornará provavelmente o sistema numa solução viável. No entanto, este exige estudos e análises no contexto local da ilha.

Aqui fica uma análise geral à problemática da energia em Cabo Verde, mais concretamente na ilha do Maio. Futuramente lançarei planos mais concretos, através da cálculos e da otimização da produção solar/ eólica, se conseguir dados à nível de radiação solar, velocidade do vento, consumo médio diário da ilha, diagrama de carga de todas às comunidades da ilha, em especial nas referidas anteriormente.


Uma coisa é certa, se começamos a apostar em energias renováveis, a ilha será de referência (‘’ilha verde’’) no país e também poderá gerar investimentos e consequentes postos de emprego.


Dilas Fortes
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About Ponta Kurral

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2 comentários:

  1. Belo artigo e acho que deviria merecer alguma atenção do poder local.
    Ficaria feliz se os jovens fossem realmente incluído na agenda transformacional do nosso país (ilha)... Temos que ter uma atitude irreverente neste novo ano. Dizer aos decisores que não somos bonecos de campanhas e que podemos contribuir / colaborar com o nosso Know how.
    Podem crer se nós os jovens (re)unimos Maio vai começar a transformar e já.
    Os que acreditam nessa possibilidade vamos fazer barulho / bagunça e valer a nossa juventude.
    Jovens vós tem força e os únicos capazes de revolucionar.
    Valdino de Brito.

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  2. bom artigo Dilas Fortes.mudança de paradigma energético é necessário e com sentido de urgência.Nós Cabo verde, nhós djarmai tem condições propicias pa aposta na energias renováveis principalmente no que toca fotovoltaicos.Sol quente raganhado de palpamanham pa fim de tarde.É preciso um aposta serio,e de forma mas optimizado possível,de acordo cu condições existente na terreno.

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